O LADO AMENO DO SPAM
Mario Porto
http://webhitcenter.com


Todas as manhãs ao chegar no escritório e ligar o micro duas coisas acontecem:

1. Não encontrei tantos registros para o nosso Manual como esperava;
2. Terei pelo menos 30 emails que são mensagens não-solicitadas.

Como um experiente internauta que sou (definição: alguém que despende bastante tempo na Internet) eu sei que a falta de registros pode mudar e amanhã posso encontrar 30 novos registros. O SPAM, entretanto, não me abandonará. Tornou-se uma realidade na Internet e temos que saber conviver com ele. Quem mantém um site ou envia e-mail, receberá SPAM.

Pessoalmente, como já mencionei em outros artigos, como por exemplo na série SPAM, A VERDADE
( http://webhitcenter.com/spam1.html ), eu prefiro a método Apague-e-esqueça. Este método constitui-se de três passos básicos:

1. Selecionar o email "suspeito";

2. Aperte a tecla delete;

3. Parta para o próximo email.

Note-se que eu usei o termo "suspeito" porque não temos qualquer legislação aprovada sobre SPAM e nem sequer possuímos uma definição consensual do que seja SPAM. Este processo de tratar o SPAM não se ajusta a todas as pessoas, e com certeza não é em razão de sua complexidade. Existem pessoas que consideram, que assim fazendo. estamos dando mole para os spammers. São pessoas que se sentem, extremamente, afetadas pelo SPAM. Elas não somente odeiam o SPAM elas DESPREZAM e ficam doentes quando suas caixas postais recebem SPAM.

Este tipo de pessoa prefere o método eu-vou-te-pegar-mesmo-que-seja-a-última-coisa-que-faça-online. Este método envolve os seguintes passos:

1.Tire um dia de folga para poder responder, malcriadamente, todos os emails que você recebeu e não solicitou;

2.Faça 24 horas de exaustiva busca na Internet para obter os IPs dos spammers e assim possa reportar o abuso para os respectivos provedores;

3.Faça contato com todas as organizações ANTI-SPAM do Brasil e envie relatório de suas descobertas.;

Se o seu negócio tem ou pode vir a ter relação com o marketing online e a chance de isto ser verdade é grande caso contrário você não teria interesse em assinar essa Ezine, você não pode se enquadrar no tipo de atitude acima. Portanto, o SPAM, normalmente, não me incomoda a ponto de eu achar que tenha que tomar alguma providência. Não vou esconder que às vezes O SPAM me deixa irritado, como quando recebo 25 mensagens não-solicitadas em um total de 30 recebidas. Alguns cabeçalhos realmente me incomodam, tais como:

* 14,7 milhões de e-mail
* Cancele Suas Multas
* Ganhe Dinheiro
* Trabalhe Em Casa

Mas para estes existem duas soluções razoáveis embora não totalmente eficazes. Se seu provedor possui filtros gerenciados por você, filtre estes Subjects no seu Provedor. (Obs. Não use provedores em que os filtros de SPAM são gerenciados pelo próprio provedor). A outra solução é você filtrá-los em seu programa de email, enviando-os direto para a lixeira. Note que é sempre mais eficaz filtrar pelas palavras chaves do cabeçalho porque os spammers estão continuamente trocando o endereço de email. Nunca esquecendo, que uma das melhores armas para separar o joio do trigo é a criação de um conjunto de regras de filtragem orientando as mensagens esperadas para pastas previamente selecionadas. Assim fazendo, o SPAM tende a ficar segregado na pasta de novas mensagens tornando-se muito mais fácil sua eliminação.

Agora, justificando o título deste artigo, vamos abordar um procedimento polêmico. Pode ocorrer que o Subject de uma mensagem SPAM chame a sua atenção. Afinal você está no mercado e deixar passar algo que possa ser útil pode custar mais tempo no futuro. De vez em quando eu abro SPAM cujo título me chamou atenção. Os fanáticos Anti-Spam dirão que você nunca deve abrir pois assim estará contribuindo com os spammers. Eu acho que não.

Afinal estes caras são profissionais e se foram competentes o suficiente para me levarem a abrir uma mensagem que não solicitei, então vamos ver o que existe por trás. Se nada for de seu interesse pelo menos um estudo da técnica usada no cabeçalho pode ser de alguma valia. Você sabia que um cabeçalho bem feito pode aumentar em até 1800% a eficácia de uma mensagem? Vejamos alguns cabeçalhos que me chamaram atenção:

* 2310 livros digitais por 30 reais
* Avaliação de Impactos Ambientais
* Entre no Mundo Linux
* Pelo Amor de Deus Crivela NÃO!!!
* FREE TECHNICAL GUIDE on Site Security

Alguns dos fanáticos mencionados acima acharão que abrindo emails que sei que são SPAMs eu me nivelo aos Spammers e devia ter meu IP também relatado para os organismos Anti-Spam. Em minha defesa eu tenho apenas a dizer o seguinte: sou humano e só faço isto em casa, nos fins de semana, usando meu notebook.

Como já deixei claro em diversas outras ocasiões, a brincadeira não significa de nenhum modo que eu aprove o SPAM. Acho o SPAM um roubo de recursos alheios, deve ser combatido de maneira séria e não com fanatismos idiotas. Por exemplo, se você gasta 10 minutos por dia identificando e apagando SPAM, isto é, perdendo tempo com SPAM, então você está gastando cerca de 45 horas por ano, mais de uma semana de trabalho produtivo. Se você ganha R$ 5.000,00 por mês, então o valor daquela perda é de R$ 1.154,00. Claro que isto vai depender do maior ou menor número de SPAMs que você recebe. Não estamos computando também o gasto com a sua conexão no período de atividades de gerenciamento do SPAM. Portanto, SPAM não é só irritante, ele nos custa dinheiro.

E a coisa está ficando pior: Uma empresa anti-spam, Brightmail.com http://www.brightmail.com , fez um rastreamento do spam no mundo nos últimos 18 meses e verificou que o volume de spam aumentou cinco vezes neste período http://www.brightmail.com/pdfs/1102_spam_attacks.pdf .
A Brightmail afirma que agora, o spam corresponde a quase 40% do tráfego mundial de emails. Um colossal desperdício de largura de banda, arquivo, processamento computacional e esforços humanos.

Quer estejamos enquadrados entre os internautas do primeiro tipo mostrado ou do segundo, concordamos que alguma coisa deve ser feita. O primeiro passo é a definição exata do que seria SPAM. A lei tem que partir deste ponto, se é que precisamos de uma lei. Como muitos tenho minhas dúvidas se uma legislação não iria engessar a Internet. A melhor solução talvez seja a criação de mecanismos de auto-regulação.


Artigo escrito Mário Porto responsável por um dos mais reconhecidos e respeitáveis sites sobre Internet Marketing na Internet brasileira.
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