Conheça o Comportamento do Internauta Brasileiro
Mario Porto
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Como a Internet nasceu, cresceu e tem seu maior desenvolvimento nos E.U.A. temos a tendência a aplicar conceitos e princípios estabelecidos pelos gurus de Internet Marketing daquele país. Muitas aspectos de caráter geral é claro que se aplicam no Brasil, mas internauta brasileiro possui características peculiares relacionadas com a cultura, costumes e práticas adotadas no Brasil.

O primeiro aspecto que vamos abordar está relacionado com a máxima "Sites que não utilizam cartões de crédito não vendem".

Segundo relatório de inteligência do IBOPE. o Brasil deve representar 71% do comércio eletrônico de B2C da América Latina no fim de 2001, com um crescimento de 170% em relação ao ano anterior, segundo os dados da pesquisa realizada pela BCG em conjunto com a Visa. Em 2001, o Brasil movimentou aproximadamente US$ 906 milhões na Internet, sendo que o País está crescendo a uma taxa superior ao resto do continente, já que em 2000 representava apenas 54% do volume financeiro das transações do continente. O cartão de crédito é hoje o meio de pagamento usado em mais de 70% das vendas online

Embora o cartão de crédito é um grande motriz para as vendas a máxima referenciada não é, totalmente, verdadeira no país, embora exista predominância do cartão como forma de pagamento. Comparando-se a taxa de uso do boleto bancário com a oferta deste meio de pagamento pelos sites de comércio eletrônico, percebe-se a preferência dos usuários pelo cartão de crédito. Apesar de quase metade (47%) dos sites de e-commerce aceitarem o boleto como forma de pagamento, apenas 17% dos usuários o utilizam.

O primeiro motivo para não aceitarmos inteiramente que "sites que não ofereçam opção de pagamento por cartões de crédito não vendem" está ligado a aspectos do gerenciamento das finanças do brasileiro de classe média. Embora o uso do cartão de crédito venha crescendo bastante no últimos anos no Brasil, existindo mesmo uma migração do uso do cheque para o dinheiro de plástico, o montante de despesas realizadas com cartão de crédito não atinge os mesmos níveis relativos se comparados com o uso do cartão de crédito nos E.U.A.

O segundo motivo está ligado à segurança. Muitas pessoas ainda não tem inteira confiança em divulgar o número de seu cartão de crédito na Internet e se atrapalham em processo online. Um exemplo da conseqüência deste receio são as filas nos caixas de bancos que ainda persistem apesar das inúmeras facilidades online. É comum encontrar-se nesta filas pessoas na espera por uma operação, facilmente, realizável pelo caixa eletrônico ou pela Internet.

Paradoxalmente, no entanto, uma pesquisa Cyberstudy realizada em fins de 2001 demonstrou que o Brasil é campeão no acesso ao e-banking. A pesquisa descobriu que os brasileiros são os que mais utilizam serviços bancários online (49%), enquanto, nos Estados Unidos, este índice é de 29%, no Japão, de 14%. As entrevistas foram feitas por telefone, com 300 internautas entre 18 a 65 anos.

A razão destes números deve estar alicerçada no fato do sistema bancário brasileiro, premido pela inflação galopante da década de 80, ter desenvolvido um eficiente malha online integrada nacionalmente, fato que não ocorre com a mesma eficiência, até se considerarmos alguns países desenvolvidos.

Como resultado desta sistema bancário moderno e integrado, criou-se uma facilidade de pagamento online que substitui com vantagens o cartão de crédito, mormente para o site que oferece o produto. A única restrição fica por conta da impossibilidade de parcelamentos, dai ser indicado para produtos de valor não muito elevado.

Basta disponibilizar o número de uma ou duas contas bancárias com o link do home banking correspondente é uma ótima opção de pagamento é disponibilizada sem qualquer custo adicional. Estamos nos referindo aos elevados custos além da enorme burocracia envolvida na obtenção de uma autorização para ostentar uma bandeira de cartão de crédito no seu site. Sem contar que negócios baseados em casa, sem um CGC, jamais conseguirão instalar, no Brasil, uma conta de cartão de crédito online. Se você quiser saber como é possível conseguir-se isto, sem incorrer neste altos custos e nessa burocracia adquira nosso Manual Online de Marketing na Internet e veja como:
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Somos um pais cartorial e a idéia de facilitar as coisas para alguém que negocia como pessoa física nem passa pela cabeça de nossas instituições.

Outro dado interessante da pesquisa da Cyberstudy é que 71% dos internautas brasileiros consideraram a web uma necessidade em suas vidas, contra 69% dos japoneses, 52% dos canadenses, 46% dos franceses e 40% dos americanos. Entre todos os países pesquisados o Brasil foi o que apresentou o maior índice de usuários que acreditam que a web melhorou em algum aspecto suas vidas: 86 por cento contra 67% dos ingleses e 58% dos alemães.

Outro mito que algumas pesquisas vem de destruir no Brasil é a inconveniência do uso de banners. Logicamente, não estamos nos referindo àqueles sites tipo árvore de natal com inúmeros enfeites luminosos na forma de banners. Pesquisa da AgênciaClic, também realizada em finais de 2001, mostrou que dentre as pessoas que adquiriram produtos online 32% o fizeram após clicarem em um banner promocional contra 28% que haviam recebido um e-mail promocional. Números bastante diversos daqueles propalados pelas empresas de mala direta online. Outro dados interessante é que 43% das pessoas entrevistadas (11.000), presta atenção e algumas vezes clica nos banners.

Com relação à Internet pode-se dizer que ela é a Bélgica do Brasil, como definiu o jornalista Pedro Cabral em seu artigo na Gazeta Mercantil de 25/03/02. Com isto ele quis dizer que a Internet do Brasil é do tamanho deste reino localizado no oeste europeu. Segundo os últimos números devemos estar, no Brasil, com cerca de 14 milhões de usuários residenciais, a Bélgica abriga uma população em torno de 11 milhões. Na capital Bruxelas moram 1 milhão de pessoas. Somente São Paulo possui 2 milhões de pessoas conectadas à Internet. A Internet está presente em quase 50% do quarto da população que concentra 70% da renda no país. Isto é, se nos comunicarmos com todas as classes conectadas à Internet estaremos nos dirigindo a um público que concentra 35% da renda do país.

Com estes dados todos queremos passar a mensagem que não devemos, quanto ao Marketing na Internet, importar sem análises as experiências internacionais. O Brasil e sua Internet possui características próprias que devem ser levadas em conta em um bom e eficaz plano de marketing online.


Artigo escrito por Mário Porto, responsável por um dos mais reconhecidos e respeitáveis sites sobre Internet Marketing na Internet brasileira. http://webhitcenter.com .




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