CONGRESSOS VIRTUAIS

Hoje iremos abordar um tema que embora não diretamente relacionado com o Marketing na Internet pode vir a se tornar um instrumento deste.Estamos nos referindo a uma nova ferramenta de disseminação de informações especializadas, denominada Congresso Virtual.

O WebHitCenter apóia e toma parte efetiva no primeiro empreendimento desta natureza ligado à área jurídica e patrocinado pela Fundação escola do Ministério Público do Rio de Janeiro - FEMPERJ. Trata-se do 1º Congresso Virtual do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Acesse:
http://webhitcenter.com/cong_virtu.html para maiores informações.

Os congressos fazem parte integrante da vida de um profissional da lei. Pelo menos daquele que se preocupa em se atualizar e manter um relacionamento com a comunidade de colegas na especialidade da qual atua.

Com a discussão das reformas institucionais clamadas pelos políticos e dirigentes, cada vez mais ocupando espaço no âmbito da Sociedade Brasileira, bem como a discussão de temas importantes como a violência nas grandes cidades e a aplicação do novo Código Civil, eles passaram a ser uma atividade essencial.

O que acontece é que as atividades voltadas à educação jurídica continuada têm se deslocado gradativamente das universidades para os congressos, simpósios, jornadas, etc., que estão sempre sendo organizados por associações da classe com periodicidade normalmente bi-anual.

Com tudo isso, a maioria dos magistrados, procuradores advogados e juristas gasta, se não dinheiro, muito tempo para conseguir acompanhar o número mínimo de congressos e cursos que a especialidade exige. Recentemente, na última semana de Março de 2003, um importante evento sobre Direito &Internet, com o patrocínio do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ocupou 5 dias da semana, sediado em um luxuoso hotel da zona sul do Rio de Janeiro a um custo de US$ 500,00 por participante.

A eficácia da absorção das novas tendências é prejudicada, pois tudo é muito corrido e comprimido em poucos dias. As chances de conversar mais longamente com os colegas são pequenas, e as de consultar aquele palestrante importante que veio do exterior, então, são praticamente nulas! Volta-se frustrado e exausto, cheio de material disperso, às vezes de palestras nem sequer assistidas e que invariavelmente acaba sendo jogado em alguma gaveta para nunca mais ser visto. Muitos congressos acabam se transformando em puro laser uma de suas atribuições, mas certamente não a principal.

Mas a Internet pode começar a solucionar muitos desses problemas. Trata-se dos congressos virtuais, que virão substituir muitas (ou todas) as atividades de um congresso real embora como veremos não pretende substituir a realização destes. Para a maioria, parece ficção científica. Mas eles já existem desde 1994 e são um grande sucesso.

O setor médico está um passo à frente dos demais e o I Congresso Virtual de Cardiologia, por exemplo, teve mais de 7.500 participantes, "vindos" de 92 países, reunindo 52 sociedades médicas, sem que os participantes sequer se encontrassem fisicamente uns com os outros.

Como este, ocorreram congressos virtuais nas áreas de Anatomia Patológica, Oncologia, Neurologia, Neuropsicologia, Medicina Intensiva, Nefrologia, Farmácia, Cirurgia Torácica, e outras especialidades.

O primeiro congresso virtual do mundo foi o World Congress for Biomedical Sciences (INABI), de iniciativa de pesquisadores do Japão, e já foi repetido sete vezes, sempre com grande afluência de participantes. O próximo será coordenado por canadenses.

Como Funciona

Um congresso virtual tem quase todas as atividades de um congresso real: conferências, mesas redondas, grupos de trabalho, aprovação e rejeição de teses, apresentação de teses aprovadas, comunicações livres, cursos e até exposição técnica.

Só não tem os jantares, o cafezinho junto com os colegas e o bate-papo de corredor e a programação noturna. Mas, do ponto de vista técnico e educacional, pode oferecer uma experiência tão realística quanto a de um congresso "vis-à-vis".

E quais são essas tecnologias?

As mais simples ocorrem através da Internet, usando principalmente o correio eletrônico (email) e a Web (WWW). Para acessar e participar dessas atividades, inclusive de forma interativa, basta ter acesso a um provedor de Internet, através de uma linha telefônica, e um computador com o software adequado (Netscape ou Internet Explorer).

A indefectível sessão de perguntas e respostas é realizada por e-mail, ou então através da Web, com um recurso chamado "mural eletrônico". Neste, as perguntas e respostas ficam disponíveis permanentemente. Outra possibilidade é utilizar o "chat", ou sala de bate-papo virtual, que funciona muito bem quando se tem hora e dia marcado para a atividade. Geralmente eles são programados logo em seguida a uma transmissão.

Outra atividade interessante é a sessão de comunicações livres. Os participantes enviam suas contribuições em forma eletrônica para os membros do comitê científico. Depois de aprovadas, elas são colocadas na Web, no "site" do congresso, ficando disponíveis por um período determinado. Um mural ou um endereço de e-mail, colocado junto ao pôster, permite que os "visitantes" possam fazer perguntas e discutir com o seu apresentador.

Os custos de toda esta tecnologia podem ser resumidos na hospedagem de um site, desenvolvimentos do "website" e dos recursos interativos. São custos perfeitamente suportáveis não se constituindo em cifras proibitivas e não exigindo grandes equipes para seu desenvolvimento. Paralelamente, muitos destes recursos podem ser encontrados já prontos na "web" por preços acessíveis. O espaço necessário de disco para o armazenamento de um congresso virtual com toda a matéria apresentada é compatível com as quantidades de espaço em disco normalmente previstas nos contratos de hospedagem virtual, A eventual necessidade de um acréscimo dos valores contratados não eleva o custo a ponto de inviabilizar a intenção da realização de um congresso virtual.

Vantagens

Um congresso virtual tem grandes vantagens em relação aos congressos reais. Uma delas é que, abolida as barreiras de tempo e distância, muitas coisas se tornam possíveis. O tempo de acesso e o espaço disponível não sofrem as mesmas restrições.

O Congresso Virtual de Cardiologia, por exemplo, durou de outubro de 1999 a março de 2000. Participaram médicos de praticamente todos os continentes, e os próprios organizadores confessaram ter dificuldade até de saber de onde eram os participantes. Embora tenha sido iniciado por médicos argentinos e uruguaios, a maior participação veio de outros países de língua castelhana e portuguesa, como a própria Argentina, Espanha, México e Brasil. Mas o congresso também tinha tudo traduzido para o inglês, de modo que médicos de muitos outros países se sentiram à vontade de participar.

Com tanto tempo para participar, as pessoas podiam se inscrever a qualquer momento e mesmo assim "assistir" a tudo o que quisessem. As discussões são longas, e a quantidade de material exposta por trabalho pode ser muito maior. Aliás, o congresso está "aberto" até hoje, mas sem a parte interativa, que tinha data para terminar.

Outra grande vantagem, sem dúvida, é o baixíssimo custo de participação. Muitos congressos são gratuitos, ou cobram taxas muito baixas, pois as doações dos patrocinadores são suficientes para cobrir os custos de realização do congresso, que geralmente também são muito inferiores a de um congresso real. Não é preciso alugar centros de convenções, contratar coffee-break e sistemas audiovisuais, recepcionistas, empresas de montagem de estandes, pagar viagem e estadia para os palestrantes convidados, e muitos outros custos mais. Para as pessoas que moram muito longe dos grandes centros, e que têm recursos financeiros e tempo limitado, os congressos virtuais serão a invenção do século.

Extensão do Público de um Congresso Real

Uma palestra virtual, por exemplo, consiste da apresentação de slides do apresentador, acompanhados ou não de comentários em forma de texto ou de voz, colocada na Web. Com a vantagem de que você pode assistir na sua própria velocidade, parar no momento em que quiser, voltar mais tarde, ou retroceder a palestra para tentar entender melhor um trecho.

Outra possibilidade de transmitir uma palestra em tempo real é chamada de "webcasting". Uma câmara de vídeo captura as imagens do professor e dos seus slides no auditório e as transmite em tempo real para um "site" na Web, que pode ser assistido por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, com som e tudo, utilizando uma tecnologia chamada RealVideo.

Videoconferência e Congressos Virtuais

Outro recurso tecnológico poderoso e sofisticado que tem ficado na moda nos congressos presenciais é a videoconferência.

Este é um recurso muito vantajoso para "trazer" virtualmente palestrantes estrangeiros, muito caros ou muito ocupados, a um congresso nacional. Normalmente, funciona assim: através de uma ligação telefônica digital via satélite, um equipamento de videoconferência recebe a voz e a imagem do palestrante, esteja ele onde estiver.

A imagem é projetada em grande formato em um auditório, que pode receber centenas de participantes simultaneamente. Os slides passados pelo professor são transmitidos pelo mesmo equipamento. Em seguida, os microfones são abertos no auditório, e as pessoas presentes podem fazer perguntas em tempo real para o professor, que as enxerga, e responde, tudo através da videoconferência bidirecional. A experiência em tudo é similar à de um congresso presencial, mas o custo é bem elevado, tanto do equipamento quanto do uso das linhas digitais, principalmente se o palestrante estiver no exterior.

Mas a tendência do uso desse recurso tecnológico é irreversível. Na medida em que os custos diminuem, a videoconferência passará a ser muito comum, principalmente com transmissão através da Internet de alta velocidade (também chamada de Internet dois, ou Internet de banda larga).

Uma das soluções tecnológicas mais modernas é o acesso à Internet através da TV a cabo. Com ela, ocorrerá a chamada, e tão esperada, "convergência das mídias", ou seja, você não precisará sair de casa para assistir a um congresso pela TV a cabo, e depois poderá interagir com os palestrantes através da Internet. No entanto, devido às dificuldades logísticas de se coordenar a participação de milhares de pessoas dotadas de computadores com microfones e micro-câmeras de vídeo, dificilmente essa parte interativa será bidirecional. O mais comum será sempre utilizar um moderador, que receberá as perguntas através da Internet e passará as mais interessantes para o palestrante responder.

Como vimos acima, a Internet também pode servir para estender o raio de atuação de Congressos reais, com menor custo que a videoconferência, através da transmissão ao vivo do evento. Assim, qualquer pessoa conectada à Internet de qualquer parte do mundo poderá acompanhar as atividades do evento de forma prática, interativa e abrangente.

Transmissão de Eventos

(1) No local de seu Evento é instalado o sistema que captará o sinal gerado pela produtora de vídeo.

(2) Um Servidor de denominado de Servidor de Streaming realiza a transmissão online (webcast) para diversos usuários simultâneos, nas mais diversas qualidades.

(3) Assim, um público não, fisicamente presente ao evento poderá ver / ouvir o evento ao vivo pela Internet, e ainda, participar via chat com perguntas, retirar materiais da apresentação e receber suporte de aproveitamento aos recursos oferecidos.

Alguns dos Benefícios

Ampliação de Público: Alcance um público diferenciado que poderá acompanhar as atividades do evento, independente da região geográfica onde ocorre seu evento.

Estratégia de Marketing: Com a ampliação do público interessado, uma maior valorização e reconhecimento serão conseqüências bem-vindas para o seu evento.

Redução de Custos: Em alguns casos, pense nos custos de um evento onde você se preocupa com hospedagem, transporte, alimentação e organização geral de um evento, comparados à transmissão online...
Conclusões

Os congressos presenciais estão com fim contado?

A resposta é não.

Os congressos virtuais vão complementar, enriquecer e recriar as relações pessoais entre colegas profissionais. Eles se prestam idealmente a prover disseminação das teses criadas durante os anos em que os congressos reais não são realizados. Portanto, todos os ramos do conhecimento que organizam congressos tradicionais devem se preparar para aceitar os desafios envolvidos na realização dos seus próprios congressos virtuais.

As pessoas que se posicionam contra este uso da tecnologia normalmente são mal informadas ou nunca experimentaram os benefícios dos novos meios de comunicação.

A questão da qualidade, sem dúvida, é central nessa polêmica. O medo de perder o controle está por trás da resistência. No entanto, os congressos virtuais não precisam ser diferentes nesse sentido. Um rigoroso controle da qualidade dos trabalhos, feitos por comissões de profissionais, pode ser até mais facilitado e agilizado pela tecnologia do que sem ela.

Quando afirmamos que o tema não é diretamente relacionado com o Marketing na Internet não excluímos a possibilidade da utilização de um congresso virtual para divulgação de um site. Neste caso seria preciso, como estamos fazendo, participar ativamente de um evento desta natureza e obter como sub-produto a divulgação do seu site.

Como poderia ser esta participação ativa? No caso do WebHitCenter estamos não só fornecendo espaço para divulgação online como também estamos coordenando todos os aspectos técnicos deste empreendimento, desde a codificação das atividades interativas no site até a escolha de provedor, criação de domínio e todas as atividades ligadas à criação de um Congresso Virtual.

O 1º Congresso Virtual do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro será um evento fechado, apenas para membros ativos ou inativos do MP do RJ, e disporá de comissões temáticas, aprovação e rejeição de teses, chat com autores, fórum, sessão plenária e premiação das melhores teses. Tudo como em um congresso real.

Estamos certos de que este trabalho trará enorme divulgação ao WebHitCenter, esperança que nos anima a encarar em breve a empreitada de outro evento desta natureza de ordem não apenas estadual mas nacional.


Artigo escrito por Mário Porto, responsável por um dos mais reconhecidos e respeitáveis sites sobre Internet Marketing na Internet brasileira.
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