O E-commerce está ganhando terreno. A empresa de pesquisas eMarketer previu que
no ano de 2003 veria as vendas online alcançarem US$ 58.2 bilhões excluindo as
viagens. De acordo com a Forrester Research outra empresa de grande reputação,
o negócio para consumidores e-commerce atingirão US$ 230 bilhões até o ano de
2008. Enquanto as vendas offline no varejo estão estagnadas e continuarão a
ficar assim no curto prazo as vendas online no varejo mostrarão um incremento
consecutivo de 19 porcento ano a ano. E ao redor deste mesmo ano dois terços de
todos os lares americanos comprarão algum tipo de produto ou serviço online.
Somente em 2003 97 milhões de consumidores farão algum tipo de compra através
da Internet.
E no Brasil?
Segundo a Associação de Mídia Interativa (AMI), o Brasil tem oito milhões de
usuários da Internet e previsão de movimentar US$ 60 bilhões no comércio
eletrônico. Com todo esse direcionamento das transações para a Internet, não
surpreende o fato dos analistas preverem aumento de vendas na indústria e no
comércio através da Internet. Suas visões expressam também o aumento
significativo do uso do fax e telefone. Em 1999, a indústria fazia 13% das
vendas por fax/telefone, 81% diretamente e 1% via Internet. No ano 2004, esse
número se redistribuirá para 20%, 40% e 30% respectivamente. O comércio terá um
movimento similar, pois as vendas por telefone passarão de 4% para 20%, o
contato direto cairá de 94% para 50% e o comércio eletrônico se expandirá de 1%
para 25%. Esses valores são mais bem compreendidos quando é ressaltado que as
reposições de compras entre indústrias e grandes varejistas serão feitas mais
intensamente por EDI, Web EDI ou através de sites de colocação de pedidos.
O setor de serviços se comportará um pouco diferente, com redução das vendas
por telefone e fax de 27% em 1999 para 20% em 2004. O aumento do comércio pela
Internet saltará de 2% para 30% e as vendas diretas também registrarão queda,
de 71% para 48% do total de vendas. Os respondentes da pesquisa reiteram que
será preciso criar mecanismos para a humanização do comércio via Internet, pois
a necessidade de contato pessoal deverá permanecer ou até aumentar.o em 2004.
O número de usuários de internet no Brasil quadruplicou nos últimos três anos,
segundo estudo divulgado ontem pelo Fórum Econômico Mundial (Fem). O aumento de
309% coloca o país em 39º lugar em um ranking das nações que mais utilizam
recursos de tecnologia da informação para incrementar seu crescimento
econômico.
Os Estados Unidos estão no topo da lista, seguido de Cingapura e de três dos
quatro países escandinavos - Finlândia, Suécia e Dinamarca. Entre os países
latino-americanos, o Brasil é superado apenas pelo Chile, que ficou na 32ª
posição. Os cincos piores colocados entre os 102 países pesquisados foram
Chade, Etiópia, Haiti, Angola e Honduras.
Os melhores da tecnologia segundo o Fem são: Estados Unidos, Cingapura,
Finlândia, Suécia, Dinamarca, Canadá, Suíça, Noruega, Austrália, 10º Islândia e
39º Brasil. (BBC Brasil)
A E-Consulting realizou uma pesquisa sobre a quantidade de usuários de internet
no Brasil e no mundo. Atualmente existem 17,4 milhões de brasileiros que
utilizam internet. Ainda de acordo com a pesquisa, o Brasil possui o maior
número de internautas da América Latina, que tem hoje 44 milhões de usuários de
internet. Em todo o mundo são 825 milhões de internautas. A expectativa mundial
para 2004 é de 945 milhões.
Entre os 17,4 milhões de brasileiros que utilizam a Web, somente os usuários
domésticos ativos (aqueles que acessam a Internet no mínimo uma vez por mês)
somaram 10,9 milhões. A expectativa para o Brasil em 2004 deve chegar a 20,9
milhões de internautas, dos quais 13,4 milhões serão usuários domésticos ativos.
Em 2004, o número de usuários da América Latina cresce para 58 milhões, relevou
a pesquisa. O aumento do número de internautas no Brasil foi de 21,7% em
relação ao ano passado. A taxa de penetração da internet no Brasil é de 9,8%,
menor que Chile e Argentina.
Se você vende produtos ou serviços no mundo real (offline) você deve considerar
seriamente a possibilidade de pegar o bonde do e-commerce ou correr o risco de
perder porções significativas de negócios para seus competidores mais
pró-ativos.
É difícil começar a vender produtos e serviços online?
Isto podia ser uma tarefa complicada no início da era da Internet, mas hoje,
com planejamento adequado, é bastante fácil.
- Escolha o produto ou serviço que seja viável vender na Internet;
- Construa uma presença online;
- Crie um catálogo de produtos online;
- Escolha os métodos de pagamento;
- Faça promoção;
Seleção de Produtos Online
Embora alguns produtos sejam mais fáceis de se vender online, contrariamente à
crença comum, a maioria dos produtos e serviços é comercializável pela
Internet. Atualmente, livros, eletrônicoc, informação e produtos relacionado
com turismo e viagens estão vendendo melhor online. Mas isto não significa que
não exista espaço para outros tipos de produtos ou serviços. Na verdade você
pode vender qualquer coisa na Internet! Vai depender mais do segmento de
marketing que você escolher e quão bom seja o seu marketing. Como você deve
saber produtos tradicionais os quais você pode obter no magazine mais próximo
não estão se dando muito bem na Internet. Entretanto isto irá mudar muito em
breve! De acordo com a Forrester Research muitos das categoria hoje em marcha
lenta de crescimento estão apontadas para apresentar crescimento significativo
em contraste ao líderes de venda mais antigos de venda online como viagens e
eletrônicos que experimentarão uma maturidade de mercado e menor crescimento.
As previsões são as seguintes:
Alimentos e bebidas crescerão a uma taxa de 49 porcento, alcançando US$ 18.2
bilhões em 2007. Os produtos para o lar crescerão 4 porcento durante cinco anos
indo de US$ 7,3 bilhões em 2002 para US$ 42 bilhões em 2007. Flores, cartões e
presentes crescerão 41 porcento, indo de US$ 951 milhões em 2002 para US$ 5,3
bilhões em 2007.
E isto não é tudo! Pelo ano de 2008, os melhores produtos de hoje: livros,
terão um mero aumento de 3 porcento na participação sobre o total de vendas
online para o consumidor.
Portanto, se seu produto ou serviço é capaz de gerar renda offline não deve
existir nenhum problema em vender estes mesmos produtos online.
Construa uma Presença Online.
Você pode optar em construir você mesmo um website de e-commerce contratando
especialistas, ou seja, programadores web ou decidindo por contratar uma
empresa de desenvolvimentos de sites para fazer o trabalho para você. Em ambos
os casos você deve se preparar para gastar uma quantia razoável de dinheiro.
Comércio eletrônico é um termo bastante amplo. Dependendo do que você deseja
pode te desembolsar algo como modestos R$ 3000,00 até limites bem além como
alguns milhões de reais. E isto não é tudo, você precisa estar preparado para
despender algum tempo com o projeto também. Escrever o escopo técnico, escolher
o projeto apropriado para o seu site e criar o conteúdo que seja adequado
tomarão muito do seu tempo. E não existe garantia que você faça tudo
corretamente da primeira vez.
Esta é a razão pela qual, se você é novo no comercio eletrônico e não deseja
gastar uma fortuna, no seu primeiro empreendimento você deve considerar
estabelecer sua presença online escolhendo algum dos serviços de Werb Store
disponíveis. Existem muitas vantagens em usar estes serviços:
- Você pode construir uma loja virtual por apenas uma fração do custo
necessário para se criar um website de comércio eletrônico.
- Você pode escolher o projeto de sua loja dentre os inúmeros padrões
disponíveis.
- Editores simples permite que você crie sua própria loja virtual
- Você pode instalar-se online rapidamente
- Você pode escolher serviços de pagamentos online por conta corporativa
oferecida pelo serviço.
Existem muitos serviços de Web Store disponíveis na Internet entre eles o do
Yahoo e a do ItauShopline. Procure você mesmo outros serviços e compara as
facilidades oferecidas que melhor se ajustem a seus objetivos. Dependendo de
seus produtos você pode usar alguns serviços localizados no exterior como
Bigstep, Rusbiz etc. Alguns destes serviços farão gratuitamente a integração de
sua loja em e-marketplaces. Isto aumentará enormemente a sua visitação.
Crie um catálogo online.
Se você venderá apenas um ou dois produtos e não diversifica sua linha com
freqüência você não necessitará de um catálogo. Entretanto, se você possui uma
linha de produtos de 10 ou mais itens e constantemente adiciona ou remove
produtos você deve considerar a idéia de construir um catálogo online.
Escolha um método de pagamento
Se você está planejando vender ebooks, relatórios ou informações do tipo
sugerimos que você abra uma conta no clickbank marketplace: (
http://clickbank.com/overview.html?hop=marioporto
)
Fazendo assim você não precisa se preocupar com os enormes custos de uma conta
de cartão de crédito corporativa além das difíceis exigências comerciais.
O volume movimentado com cartões nas compras on-line cresceu 62% em 2002,
resultado de uma maior familiaridade com o meio, somado a facilidade no
pagamento através do pagamento parcelado sem juros, que se popularizou nesta
modalidade de compra.
Hoje, cerca de 85% de todas as compras feitas via Internet são pagas através do
cartão de crédito.
O uso do cartão de crédito na web responderá por 85% do faturamento das vendas
no varejo online brasileiro em 2003, totalizando R$ 1,02 bilhão, revelou o
estudo "Indicadores do Mercado Brasileiro de Meios Eletrônicos de
Pagamento" apresentado em 01/12 pela Credicard.
Segundo a empresa este volume será 37% superior aos R$ 745 milhões registrados
em compras com cartão de crédito na internet em 2002. Este ano, o varejo online
deve chegar a R$ 1,2 bilhão sem considerar a venda de automóveis, passagens
aéreas e leilões via web. O gasto médio previsto pela Credicard em compras
online com cartão deve ser de R$ 245 este ano - 7% maior do que os R$ 230
registrados em 2002.
As vendas online brasileiras cresceram 33% na comparação com 2002, quando
ficaram em R$ 900 milhões. É pouco se comparado à economia dos Estados Unidos,
por exemplo, que movimentam cerca de US$ 45 bilhões, mas já é uma taxa bastante
significativa.
A grande diferença de números também pode ser explicada pela baixa penetração
da internet em determinadas classes sociais. Enquanto no Brasil o porcentual de
internautas ronda os 8%, nos EUA o índice de inclusão digital é de cerca de
62%.
A Credicard prevê ainda que a participação das compras online no volume total
das transações realizadas com cartão de crédito seja de 1,2% em 2003 - aumento
de 0,1 ponto porcentual sobre a participação em 2002.
Comparando a participação das vendas online com o volume total das transações
com cartão temos um número ainda pequeno. Porém, avaliando a participação dos
cartões de crédito exclusivamente no universo das transações online, vemos um
volume muito expressivo [85%].
A baixa participação das transações via web frente ao volume total deve-se à
pouca informação de muitos consumidores sobre a facilidade de se comprar
online. Em nossas pesquisas, a falta de conhecimento sobre as lojas virtuais
aparece como uma das primeiras colocadas em 'porque não comprar pela internet'.
Fatores como segurança, por exemplo, só aparecem na quinta ou sexta colocações.
O brasileiro que conhece o serviço de compra via web está mais confiante na
segurança do sistema.
O cartão de crédito continua sendo o meio de pagamento preferido de 79% dos
brasileiros para as compras online, revelou estudo realizado pela consultoria
E-consulting.
De acordo com o levantamento, na seqüência aparecem os boletos bancários, com
10% da preferência dos consumidores. Cheque, dinheiro ou tíquete são os meios
de pagamento favoritos de 7% dos entrevistados, enquanto 3% preferem o depósito
bancário, e 1%, outros tipos de pagamento.
Segundo a E-Consulting, o fato da maioria dos consumidores preferir utilizar o
cartão de crédito demonstra que o medo de comprar pela web está diminuindo, e
que a confiança nos sistemas de transações online continua crescendo.
A consultoria destaca ainda que o amplo uso do cartão de crédito para as
compras online segue a tendência do varejo tradicional. Isso porque atualmente
9% do consumido privado - pessoas físicas e jurídicas - do País procede de
transações feitas com cartões, o que indica um grande potencial de crescimento
para os próximos anos.
Para aceitar pagamentos por cartões de crédito na Internet você precisa dispor
de uma conta corporativa. Se você construir uma loja virtual em um dos serviços
online de lojas virtuais você perceberá que eles oferecem entradas para várias
bandeiras de cartões de crédito e possuem uma parceria com elas. Normalmente
você consegue um bom acordo com eles, mas é necessária uma verificação
anterior, pois as taxas variam bastante.
Em nosso Manual de Marketing Online dedicamos um tópico exclusivo para tratar
dos métodos de pagamento na Internet abordando suas vantagens e desvantagens.
Promova o seu site
Para vender produtos online você precisa direcionar tráfego para seu site.
Existem muitas maneiras de se fazer isto e isto é o objeto da maior parte do
conteúdo de nosso Manual de Marketing Online. Estas atividades incluem:
- Procura nos Mecanismos de Busca;
- Adição de seu site em diferentes Diretórios;
- Campanhas Opt-In;
- Troca de Links;
- Banners;
- Anúncios Online;
- Marketing por Ezines;
- E outras técnicas
No seu esforço pela promoção de seu site você deve combinar quantas técnicas
você puder na medida de seu conhecimento e entrosamento com elas. Quanto mais
tráfego você gerar maior chance de vender seus produtos em sua Loja Virtual.
Artigo escrito por Mário Porto.
Mário Porto é responsável por um dos mais reconhecidos e respeitáveis
sites sobre Internet Marketing na Internet brasileira.
em:
http://webhitcenter.com